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Sobre:

A discussão entre o limite de ser ou não louco, assim como entre o que definiria a neurose e a psicose atravessa tanto a obra de Freud quanto o ensino de Lacan. Com a instigante afirmação “[...] todo mundo é louco, ou seja, delirante” (1978, p. 35), Lacan aproxima a categoria de delirante a de loucura, abrindo um percurso de investigação sobre a relação entre a loucura e o que seriam os seus fenômenos. 


Pontuamos neste curso que generalizar a loucura não é, no entanto, banalizá-la, mas quer dizer que, assim como todos são tomados pelo o que Lacan denominou de real, todos precisam construir a sua própria maneira de viver diante do sem sentido que o real, nos impõe. Nesse caminho, é possível pensar em um ponto de loucura inerente ao ser falante. Isto é, considerar uma dimensão da loucura que é ao mesmo única e concernente a todos, significa também retirar a loucura do senso patológico e incorporá-la a uma dimensão do ser falante. 


A proposta deste curso é, portanto, a partir da destacada citação lacaniana, percorrer os principais textos e conceitos de Freud e de Lacan, que abordam a noção de loucura, de realidade psíquica e de diagnóstico, examinando, dessa forma, as posições teórico-clínicas assumidas, por ambos autores sobre o tema, em diferentes momentos de seus respectivos percursos.

Objetivo: 

Tomando a afirmativa lacaniana que generaliza a loucura como uma bússola que pode nos orientar não apenas no final do ensino de Lacan, mas também na própria obra de Freud, o pai da psicanálise, examinaremos as diferenças entre loucura, neurose, psicose e as suas respectivas realidades psíquicas no âmbito psicanalítico.

Palavras chave: Psicanálise, Loucura, Diagnóstico, Neurose, Psicose.

Docente:

Profª Dra. Deborah Lima Klajnman

Doutora em Psicanálise pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com cotutela em psicologia pela Université Côte d'azur (UNICE), mestre em Clínica e Pesquisa em Psicanálise pela UERJ, especialista em Clínica Psicanalítica pelo Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB) e graduada em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui experiência em Psicologia Clínica, Saúde Mental com ênfase em Psicanálise, Psicologia Hospitalar e Assistência Social. Atualmente atende em consultório particular, coordena o grupo de estudo "Realidade psíquica e loucura em Freud e Lacan" no Corpo Freudiano e é professora convidada da pós graduação em Psicanálise da Universidade Celso Lisboa.

Código da Oferta:
2019.4.2

Código de área do conhecimento (CNPq):
7.00.00.00-0 Ciências Humanas
7.07.10.00-7 Tratamento e Prevenção Psicológica

Sobre:
Esta proposta visa abordar a questão das cidades, das conceituações do urbano e dos cruzamentos interseccionais com raça, gênero e sexualidade no debate contemporâneo a partir de diferentes áreas de conhecimento, de pautas dos movimentos sociais e mobilizações on e off line. Pretendemos oferecer subsídio teórico sobre o tema em geral trazendo contribuições de diferentes áreas do conhecimento, com foco em especial na forma como sociólogos/as e antropólogos/as têm se referido às cidades. Contudo, nos interessa cruzar o debate com as abordagens da geografia e a arquitetura, por exemplo, tensionando uma ideia geral de cidade com as provocações das teorias feministas e feministas negras, bem como das geografias feminista e das sexualidades. O objetivo principal é cruzar tais abordagens a partir do debate atual sobre o “direito à cidade”, suas limitações nos contextos urbanos liberais e neo-liberais e as disputas transnacionais travadas no campo das ideias e das intervenções espaciais.

Objetivo:
Pretende-se oferecer subsídios para a conceituação das cidades e do urbano à luz das contribuições da sociologia e da antropologia, bem como de áreas correlatas, cruzando tais abordagens com as formas como as teorias feministas têm questionado a as possibilidades de usufruto e interferência nas políticas urbanas. Partimos da noção clássica de “direito à cidade” em razão do uso difundido da expressão, em especial a partir de movimentos sociais que questionam e/ou propõem políticas e práticas garantidoras da cidade para todas as pessoas, ou seja, sem exclusão ou discriminação. Tal abordagem pretende criar um espaço de reflexão sobre nossos próprios contextos de circulação e vivência, potencializando resultados significativos tanto para a produção do conhecimento quanto para a ação coletiva.

Palavras chave:
Cidade; Interseccionalidade; Feminismo; Direito à Cidade; Sexualidade

Docente:

Prof. Dr. Bruno Puccinelli
Núcleo de Estudos dos Marcadores Sociais da Diferença (NUMAS), Universidade de São Paulo (USP)

Doutor e Mestre em Ciências Sociais pela Unicamp e Unifesp, respectivamente, trabalha há mais de dez anos como tema das cidades e de suas desigualdades a partir de um olhar focado nos cruzamentos interseccionais entre gênero, sexualidade, classe e raça. Tem trabalhado especialmente com os usos de ruas e bairros pela população LGBT+ em processos de gentrificação e de acesso a direitos e à saúde. Publicou inúmeros artigos, alguns deles em periódicos internacionais, mantendo uma rede de pesquisa com pesquisadores no Brasil e em outros países. Recebeu três prêmios em reconhecimento à sua contribuição para os temas trabalhados.

Código da Oferta:
2019.4.3

Código de área do conhecimento (CNPq):
7.00.00.00-0 Ciências Humanas
7.02.04.00-4 Sociologia Urbana

Sobre:
Compreender o que são Direitos Humanos é essencial para o exercício profissional ético em diferentes áreas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) contempla, por exemplo, o direito à vida, à liberdade, à educação e ao trabalho, entre outros, que devem ser garantidos a todos e todas, independente de nacionalidade, raça, idioma, religião, gênero ou qualquer outra condição. 

O entendimento sobre os fundamentos históricos e filosóficos que cercam os Direitos Humanos, assim como a importância de defendê-los é bastante significativo para o respeito à diversidade cultural e para consolidação da democracia, além de possibilitar reflexões e práticas para diversas categorias profissionais na busca pela garantia de direitos sociais, econômicos, políticos e culturais.

Objetivo: 
O curso tem como objetivo possibilitar a compreensão do que são Direitos Humanos e da importância deles no respeito à diversidade e garantia da democracia. Espera-se a partir dos conteúdos e marcos legais apresentados, qualificar as/os participantes para realização de intervenções em diferentes realidades sociais, fornecendo também discussões teóricos e metodológicas que permitam uma atuação profissional crítica, capaz de promover mudanças e garantir direitos.

Palavras chave:
Direitos Humanos, diversidade cultural, cidadania.

Docente:

Profª Ma. Karen Eduarda Alves Venâncio
Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Graduada em Psicologia pela Universidade Estadual de Maringá e Mestra em Psicologia pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá, na linha de Pesquisa Subjetividade e Práticas Sociais na Contemporaneidade. É membra do grupo de pesquisa "Hera- Grupo de Estudos em Psicologia Social dos Afetos". Realiza estudos sobre direitos humanos, psicologia social, violências contra as Mulheres e abrigamento de mulheres em situações de violências.

Código da Oferta:
2019.4.4

Código de área do conhecimento (CNPq):
7.00.00.00-0 Ciências Humanas
7.07.05.01-1 Relações Interpessoais

Sobre:
Este curso tem como objetivo tratar da função social, histórica e política da Literatura Brasileira Contemporânea de autoria feminina a partir de uma perspectiva crítica reflexiva. Dessa forma, as aulas terão como metodologia uma perspectiva discursiva crítica e reflexiva. A partir de um embasamento teórico que se dispõe a tratar dentro de um horizonte amplo e verticalizado o ponto de vista histórico dos feminismos, partindo de suas análises e das abrangências de olhares diante da relação colocadas nas prática sociais. Nessa mesma discussão, seguiremos nas reflexões sobre a interseccionalidade e a importância de compartilhar e agrupar os diferentes olhares apresentado por meio do potencial literário feminino imerso na perspectiva social. Por fim, discutiremos as questões sobre os feminismos, a sociedade e o cotidiano histórico, para que seja possível a produção final de um ensaio sobre os temas apresentados em contexto teórico e literário, visando uma produção crítica e reflexiva sobre a atualidade e os discursos feministas.

Objetivo:
Neste curso temos como objetivo apresentar uma reflexão sobre a teoria feminista partindo da compreensão crítica a respeito da literatura e de sua função social.

Palavras chave:
Feminismos, Literatura, Crítica Literária.

Docente responsável:

Profª Ma. Carla Cristina Campos Brasil Guimarães
Université de Nantes e Universidade de Brasília (UnB)

Mestra em Literatura, pela Universidade de Brasília - UnB e licenciada em Letras - Francês, pela mesma Universidade. Integra o Grupo de Literatura, Educação e Dramaturgias Contemporâneas e o Grupo Literatura, Feminismos e Revolução ao qual faz parte da organização do evento do referido. Possui experiência na área de letras, com ênfase em Ensino de Língua Estrangeira e de Literatura, Literatura Francesa e Brasileira e nos estudos sobre os Femininos. Atualmente está em um mestrado com foco no ensino de literatura na Universidade de Nantes na França.

Docente auxiliar:

Profª Caroline Neres de Andrade
Universidade de Brasília (UnB)

Mestranda em Literatura e Práticas Sociais (PósLit/UnB), no eixo de Crítica Literária Dialética, na área de Estudos Literários, Estética Marxista e Feminismos. Possui Licenciatura e Bacharelado em Língua Portuguesa e Respectiva Literatura (UnB) e Licenciatura em Português do Brasil como Segunda Língua (UnB). Cursando Licenciatura em Língua Francesa e Respectiva Literatura pela Universidade de Brasília. Participa do grupo de pesquisa Literatura, Revolução e Feminismos, e da Comissão organizadora do evento: Encontro I e II de LRF.

Código da Oferta:
2019.4.5

Código de área do conhecimento (CNPq):
8.00.00.00-2 Linguística, Letras e Artes
8.02.06.00-0 Literatura Brasileira

Sobre:
Na interconexão entre o samba carioca e a sociologia crítica do trabalho, o curso se propõe a debater em que medida o samba se apõe como linha de resistência ao processo histórico de usurpação do trabalho alheio, mais especificamente no que concerne a seu potencial de crítica ao discurso ideológico de crise da sociedade do trabalho. Tal proposta passa também pela investigação sobre como a cultura, materialmente inserida nas relações sociais, constrói discursos contra-hegemônicos tendentes a contestar as desigualdades vigentes. 

De início, propõe-se um resgate histórico de episódios ligados à formação e ao desenvolvimento do samba carioca, com foco para sua trajetória de resistência. Posteriormente, pretende-se analisar a amplitude do conceito trabalho, passando por sua dimensão intersubjetiva e cultural. Na sequência, debruça-se sobre a problemática do discurso de fim da centralidade do trabalho vivo na sociedade hodierna (seu surgimento no pensamento social europeu, sua importação e sua apropriação pelo ideário neoliberal). Por fim, partindo da obra de Bezerra da Silva, Candeia, bem como do Samba do Trabalhador e da produção carnavalesca, busca-se abordar a contestação, pelo samba carioca, ao discurso de crise da sociedade do trabalho.

Objetivo: 
Apresentar a noção de cidade a partir de seus condicionantes históricos, sociológicos e políticos. Partiremos de escritos clássicos que pretendem abordar as especificidades do urbano a partir de suas relações sociais e processos de incremento populacional a partir do século XIX no ocidente. Tais abordagens consideram as antigas conformações citadinas, tais como as cidades-Estado gregas e os burgos medievais para pensar que cidade temos na passagem do século XIX ao XX. 

Palavras chave:
Samba carioca. Contestação. Ideologia do fim da centralidade do trabalho

Docente:

Profª Ma. Bruna da Penha de Mendonça Coelho
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Mestra em Teoria e Filosofia do Direito pelo PPGD/UERJ e graduada em direito pela mesma universidade. Professora substituta de Prática Trabalhista da Faculdade Nacional de Direito (UFRJ). Realizou intercâmbio acadêmico na Universitat Jaume I (Castellón de la Plana, Espanha) em 2013.2. Possui textos literários publicados, dentre os quais o romance “Do outro lado da Alcântara: Devaneios quase póstumos” (Editora Juruá, 2016). Pesquisou samba carioca na dissertação de mestrado, com foco para a interconexão entre a cultura popular e a sociologia crítica do trabalho.

Código da Oferta:
2019.4.8

Código de área do conhecimento (CNPq):
7.00.00.00-0 Ciências Humanas
7.02.07.00-3 Outras Sociologias Específicas